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18.09.2014

Profissionalismo ou Barbárie

 

Paulo Rovai, presidente do Comitê de Marketing da Associação dos Ex-Alunos da FGV, está à frente de um movimento a favor da ética. Grandes líderes do marketing estão se reunindo para dar o seu testemunho pessoal: sim, o sucesso profissional caminha de mãos dadas com a integridade!

 

Em entrevista exclusiva à Tempos & Movimentos, Paulo Rovai explica as bases e o objetivo deste movimento.

 

Como nasceu este movimento?

Ele nasceu de uma percepção muito simples, óbvia até... Nós nos formamos para sermos profissionais e agirmos como tal. Ser profissional é agir com princípios, com ética, com honra. E para isso é preciso ter coragem.

As pessoas reclamam mas não fazem nada a respeito. Chegou a hora de levantar a bandeira do correto.

 

 

E por que começar na FGV?

Porque estes valores fazem parte do DNA da GV. Desde sua fundação, em 1954, ela se propõe a formar líderes que buscam agir de acordo com estes valores. Para este movimento, estamos convidando aqueles que estão alinhados com estes princípios.

 

No dia 25 de setembro, Antônio Angarita, Claude Machline, Wolfgang Schoeps e Yoshiaki Nakano, professores eméritos fundadores e decanos da Fundação Getulio Vargas se reúnem na FGV Management para uma narrativa de vida, carreira e visão da evolução da Administração no Brasil.

 

Estamos falando de uma inestimável contribuição para o mercado e para a sociedade como um todo! O compartilhamento de capital intelectual e social mobiliza o aprendizado e colabora com o desenvolvimento profissional mútuo dos participantes.

 

Como está sendo a repercussão deste movimento?

Excelente! E, confesso, surpreendente!... Os profissionais estão cansados do atual panorama e se identificam rapidamente com a missão e os valores do Comitê de Marketing. A relação de profissionais de renome ligados ao Marketing, que participam destes seminários, é respeitável!...

 

Na prática, o que isso representa?

Na prática, estamos falando sobre um capitalismo consciente. Se você é realmente um líder, você vai agir com princípios, vai se ocupar em montar um esquema de trabalho transparente, vai zelar pelos valores da empresa, vai respeitar os profissionais que estão à sua volta.

 

A conclusão é muito simples: sim, é possível trabalhar com integridade e obter bons resultados, tanto financeiros quanto na sua carreira.

 

Você pode citar um exemplo desta prática?

Um exemplo perfeito é Ian Read, CEO mundial da Pfizer. Ele coloca os valores da empresa em ação, conduz reuniões e decisões importantes sempre com base nesses valores. É algo impressionante de se ver. E ele assim se tornou CEO mundial.

 

Quais são os próximos passos?

A partir de setembro, a Tempos & Movimentos vai publicar uma série de artigos e entrevistas com estes líderes de marketing, sobre o tema. O primeiro deles é de autoria de Silvio Celestino, sócio-diretor da Alliance Coaching, com o tema “Corrupção e carreira”.

 

Em novembro, queremos promover um evento em parceria com a Ampro, entre as agências de live marketing e estes profissionais de marketing, para estudarmos e analisarmos práticas sustentáveis de relacionamento entre as agências e o marketing das empresas.

 

Vale lembrar que sustentável significa que agrega valor justo para todos os envolvidos. Todos têm que ganhar. E ganhar de forma profissional, sem lançar mão de métodos que eu classifico como barbárie.

 

Como diz, Sharon Seivert, minha coach e autora de The Balancing Act, "uma das principais funções da liderança é ser modelo de comportamentos que reflitam a identidade e os principais valores de uma organização ou comunidade. O elemento da Essência ensina que você muda seu ambiente mais pela maneira como você é do que pelo você faz”. E ela cita Lao-Tzu, que dizia "a forma de agir é ser". O que se assemelha muito ao que Gandhi dizia: "Você precisa ser a transformação que quer ver no mundo".

 

 

 

 





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AUTOR



Fortunée Levi
Diretora de Redação da Tempos & Movimentos.