Vozes da Tempos
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25.05.2015

Otimismo, esquizofrenia ou transformação?

 

 

O projeto Leader Thinking nasceu com o objetivo de criar um corpo de conhecimento, a partir de uma pesquisa realizada com 301 CEOs, diretores e gerentes de Marketing e RH, para compartilhar com o mercado.

 

O trabalho foi realizado com um rigor acadêmico e científico muito grande, aliado a um profundo conhecimento do mundo corporativo. Os resultados desta pesquisa são, no mínimo, instigantes! E este foi o principal ganho que este projeto trouxe para o mercado: a possibilidade de reflexão, com base em informações concretas.

 

Todos sabem que o cenário econômico está desfavorável. Isto é um fato. Mas o que pensam os líderes das grandes empresas a esse respeito e o que eles planejam para os próximos anos? E aí a conversa fica interessante…

 

Todos os líderes concordam que a crise deve afetar os principais segmentos da economia, mas a expectativa deles para 2016 e 2017 é otimista. O que causou um estranhamento no momento da análise dos resultados. Se a crise é tão grave quanto eles mesmo dizem que é, como é possível pensar em uma retomada tão rápida? De onde vem esse comportamento positivo? Ou será um traço de esquizofrenia?

 

Para um dos curadores do projeto, esta discrepância entre os dados de 2015 e a projeção deles para 2016 e 2017 se explica por um "distanciamento psicológico do problema", ou seja, uma fuga da realidade.

 

Já para um dos CEOs entrevistados:

"Um líder precisa acreditar que as coisas podem melhorar. Eu vejo as soluções, não fico focado no problema. Eu não vejo crise, eu vejo oportunidades."

 

 

Esta característica diferencia os grandes líderes dos demais profissionais. Assim, para um CEO do setor de energia:

“O crescimento vem. Sempre vem. Não há crise que sempre dure. Já atravessei várias e vou atravessar outras. O desafio é sair mais bem posicionado do que se entrou. É nas curvas, não nas retas, que se ganha uma corrida.”

 

 

Outras divergências nos resultados chamaram a nossa atenção. Vivemos uma crise institucional nas organizações, com a corrupção dos valores individuais e coletivos. Ainda assim, a questão da ética corporativa e a lei anticorrupção não são prioridades para os CEOs, a curto prazo. Mas, curiosamente, a médio prazo estes dois ítens aparecem como prioritários para a construção de um novo cenário.

 

Como vai se dar essa mudança? A palavra-chave é transformação. Esta ideia, de que estamos assistindo a um fim de uma era e a um início de algo novo, foi tomando corpo ao longo da apresentação das análises.

 

A citação feita por Marcelo Coutinho, é a melhor imagem do que estamos vivendo:

"Nas palavras de Antonio Gramsci, o velho ainda não morreu e o novo ainda não tem força para nascerA grande questão é que tipo de mundo vai sair desta crise? Estamos assistindo a uma convergência de uma série de fatores que levam a um novo mundo".

 

Para Ana Nubié:

"A disposição para aprender, se aprimorar, rever seus conceitos a todo instante, é primordial para os profissionais que obterão sucesso nesta nova etapa. Dois valores passarão a ser fundamentais neste novo tempo que se inicia: integridade e transparência."

 

 

 

 

 

A riqueza deste material não está na confirmação de velhos temores e sim na perspectiva de estarmos assistindo ao nascimento de algo novo. Não sairemos deste processo da mesma forma que entramos. Ou melhor... aquele que sair deste processo da mesma forma que entrou, não terá espaço neste novo mundo.

 

Portanto, chega de falar de crise. Entendemos que estamos atravessando um mar revolto que vai exigir de todos uma mudança de atitude e que vai nos levar, com certeza, ao descobrimento de novas terras.

 

Ouvir estas afirmações vindas de executivos bem-sucedidos surpreendeu os convidados e gerou uma reflexão muito oportuna. Definitivamente, este é um tempo para um novo movimento.

 

 





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AUTOR



Fortunée Levi
Diretora de Redação da Tempos & Movimentos.