Manual de Produção
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05.05.2014

Murphy e sua cadeira cativa no Brasil.

 

 
"Arestas são visíveis...Perícia e Inteligência ficaram de lado. Pelo jeito, ainda teremos Murphy por aqui... em cadeira cativa... sem se quer ter participado de algum sorteio... vamos torcer para que ele permaneça quietinho, sem movimentar-se e que possamos ter um evento pacífico e seguro para todos nós!"
 
 
 
 
Com toda certeza você já ouviu falar da lei de Murphy. Ela não é cunhada no ambiente acadêmico, vem do dito popular da cultura ocidental que afirma que “se existe a possibilidade de algo dar errado, com certeza vai dar errado na pior maneira possivel, no pior momento possivel e com a maior proporção possivel”.
 
Essa crença é baseada na vida real de um militar norte americano, chamado Edward A. Murphy Jr.. Ele era engenheiro aeroespacial da Força Aérea e sempre buscou trabalhar com uma cultura preventiva aos fatos inerentes de seu trabalho.
 
Sua crença espalhou-se e mesmo falecido em 1990, deixou eternizado ensinamentos que compilam que falhas, não conformidades, acidentes e fatalidades são possíveis de acontecer e irão acontecer mesmo.
 
Para que esse pensamento não crie raízes deve-se buscar a adoção de medidas de prevenção de forma planejada e contínua.
 
Está mais que na hora, de não deixarmos mais o espírito de Murphy vagar por aqui.
A questão da segurança na Copa do Mundo da FIFA TM  demonstra claramente que é possível nos mexermos quando efetivamente há interesse.
 
Para 2014 foi definido o maior efetivo de segurança para a história de um Mundial: 170 mil agentes entre policiais, militares e segurança privada. Desse total, 57 mil são integrantes das Forças Armadas. É o maior contingente de militares já designados para um evento no Brasil. Com relação a Copa da África do Sul há um aumento de 22%.
 
O investimento neste aparato será de R$ 2 bilhões. Porém pelas apresentações oficiais fica notório que esses valores ficaram focados na aquisição de carros, equipamentos e alguns treinamentos.
 
Porém... arestas são visíveis.. Perícia e Inteligência ficaram de lado. Tinha-se até cogitado um percentual desse valor, em torno de R$ 11 milhões, ser reservado para treinamentos de inteligência, mas não ocorreram.
 
Investimentos foram feitos, porém de que adianta tanta parafernália de apoio a atividade, se os profissionais que nela atuaram foram inseridos como mero coadjuvantes?
 
É... nos mexemos... mas com pouco vigor e dinamismo. É um começo... mas era preciso muito mais.
E pelo jeito, ainda teremos Murphy por aqui... em cadeira cativa, sem se quer ter participado de algum sorteio... vamos torcer para que ele permaneça quietinho, sem movimentar-se e que possamos ter um evento pacífico e seguro para todos nós!
 




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Manual de Produção
Uma seção dedicada para facilitar o dia a dia do profissional. Matérias tutorias sobre as mais diversas etapas de produção de um evento.
AUTOR



Andréa Nakane
Coordenadora geral do curso de Turismo da Universidade Anhembi Morumbi, sócia-diretora da Mestres da Hospitalidade e autora do livro "Segurança em Eventos, Não Dá Para Ficar Sem".