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05.12.2013

ETNA a todo vapor, apesar da estranheza do mercado

 

 

 

 

A ETNA entregou, na semana passada, quatro convenções da Siemens, a primeira convenção da Chery Motors do Brasil e o lançamento do terminal portuário da BTP, além de um vídeo para a Hyundai. Como eles conseguem manter esse ritmo de trabalho, quando muitas agências estão paradas? Sempre com vontade de aprender mais, para poder compartilhar com o mercado, entrevistei Wilson Ferreira Júnior, sócio-diretor da agência.

 

A minha abordagem foi franca: quero compartilhar com o mercado, orientações que podem colaborar com o trabalho de todos. Para minha surpresa, a resposta foi: “claro, fico feliz em ajudar!”. Uma postura que demostra maturidade e confiança. Ponto para o Wilson!

 

Como explicar todo esse movimento, considerando que o mercado de live marketing está estranho? A minha primeira conclusão é que esse resultado é fruto de uma série de fatores, todos ligados ao planejamento.

 

Qualidade da entrega

Em primeiro lugar, segundo soubemos, a entrega dos seis eventos foi impecável. Com toda a correria que o leitor pode imaginar que ficou na casa, tudo transcorreu de forma precisa, com qualidade. E sem prejuízo da produção dos próximos eventos. Planejamento!

 

Profissionais qualificados

A ETNA prefere trabalhar com poucos profissionais extremamente competentes, organizados em três núcleos de produção, do que com legiões de produtores nem sempre qualificados e que ficam batendo cabeça na hora do evento. O resultado deste posicionamento da agência chama-se produtividade.

 

Núcleo de prospecção independente

Um ponto importante é que tudo isso aconteceu sem prejuízo da prospecção de novas oportunidades. É comum, em semanas de entrega de grandes jobs, toda a agência mergulhar fundo na produção e, quando eles acabam, fica um gap, até entrar um novo job.

A ETNA viveu este problema algumas vezes e aprendeu a lição. Ela separou a prospecção da operação da agência. Mas além deste núcleo, que tem este foco exclusivo em novos negócios, todos na agência são treinados para ficarem atentos a oportunidades. Eles são estimulados, inclusive financeiramente, a fazerem isso.

 

Segmentos menos estressados

A ETNA é forte em alguns segmentos tradicionais, como o automobilístico e o de bens de consumo, mas ela está crescendo em segmentos menos estressados, nos quais a demanda também é grande mas a “visibilidade” talvez não seja. Segmentos que estão em alta e que ainda não são assediados pelas agências.

Para isso, a pergunta que eles sempre se fazem é: “quais são as ondas novas para serem surfadas?” Ter uma abordagem criativa de prospecção faz toda a diferença nas fases mais difíceis da economia do país. Uma postura interessante, mas que demanda uma inteligência em economia dirigindo os trabalhos. E mais, pressupõe o entendimento que um negócio é um negócio. O fato de ser uma agência e mexer com criatividade não dispensa a visão business do mercado. É preciso abrir os olhos para o mundo.

 

Fornecedores mais qualificados

O cliente está mais exigente. Com isso, as agências também estão exigindo mais de seus fornecedores. A corda está esticando e, muitas vezes, arrebentando pro lado do fornecedor. Por vezes, é por falha da agência. Mas muitas vezes, é o fornecedor que não se moderniza, não se qualifica, não aprimora o seu planejamento. Ele precisa se preparar para os novos tempos de rigor que estão chegando no Brasil

 

Seleção das concorrências

Este é um ítem defendido abertamente pela Tempos & Movimentos: aprender a dizer não. E aqui, transcrevo com prazer as palavras do Wilson:

 

“Briefing vago, sem budget ou definições importantes para a criacão de um projeto consistente? Não, obrigado. Pagamento em 120 dias? Não, obrigado. Dez agências participando da concorrência?

Não, obrigado.”

 

Ao final da entrevista, entendo que o planejamento é fundamental, claro, mas tem um outro fator importantíssimo por trás desses resultados: a vontade de aprender, sempre. De analisar os resultados de frente, de fazer a lição de casa, de se esforçar, de valorizar cada ação realizada.

 

“Cada projeto é tratado como se fosse decidir o campeonato brasileiro.”

 

O que o Wilson nos deu é praticamente um manual de como se obter bons resultados, mesmo em tempos de crise. Por isso, o mercado de live marketing agradece!!

 

 



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Fortunée Levi, Diretora de Redação da Tempos & Movimentos, desenha o perfil do entrevistado! Esta seção é dedicada para o profissional que se destaca em suas ações e que contribui com o crescimento do mercado.
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Fortunée Levi
Diretora de Redação da Tempos & Movimentos.