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28.04.2015

Como um programa de TV ao vivo. Ao vivo.

 

 Alexandre Mutran é consultor em Marketing e Comunicação e professor de pós graduação na ESPM, nos cursos de Live Marketing, Gestão de Eventos Empresariais e MBA em Negócios do Esporte.

 

 

"Escrevo de Nova Iorque, onde acabo de participar, mais uma vez, do Women in the World Summit. É um evento que me surpreende sempre! Em sua sexta edição nos Estados Unidos, já aconteceu também em outros países, inclusive no Brasil, onde fiz parte do time de produção local, quando era diretor de atendimento da Tudo.

 

A responsável pelo Women in the World é a jornalista Tina Brown, uma das vozes mais relevantes em assuntos ligados a causas femininas e da atualidade. O Seminário, realizado atualmente em parceria com o jornal New York Times, apresenta e discute questões relevantes não só para mulheres, mas para a sociedade em geral. É considerado um dos melhores do gênero, no mundo.

 

Isso já seria o suficiente para justificar o sucesso do evento que, em três dias, recebe cerca de 1500 pessoas (em sua maioria, mulheres) em suas sessões plenárias, além dos quase 200 convidados para os jantares e almoço.

 

Mas, sob a ótica do Live Marketing, existem aspectos relevantes, lições que podem ser observadas e aplicadas à nossa atividade no Brasil.

 

A primeira lição é justamente o ponto mais forte do Women in the World: seu conteúdo, que inclui palestrantes e debatedores, das mais diversas nacionalidades, que conversam com algumas das figuras mais importantes da mídia norte americana, sobre assuntos bastante atuais, de todo o mundo.

 

 

 

 

Passaram pelo palco diversos nomes pouco conhecidos, como Vian Dakheel Saeed, Robi Damelin, Obiageli Ezekwesili e Yeonmi Park (vale a pena pesquisar sobre eles), e vários outros bastante familiares, como as atrizes Meryl Streep e Angelina Jolie e a candidata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton.

 

Todos eles, sem exceção, com histórias muito relevantes e inspiradoras para contar, em temas tão diversos quanto meninas sequestradas e usadas como armas de guerra por organizações terroristas na África e Oriente Médio, refugiados de regiões já afetadas pelas mudanças climáticas, avós que estão sendo treinadas para equipar comunidades com energia solar na Ásia e mães israelenses e palestinas que têm trabalhado em conjunto pela paz.

 

As moderações e as entrevistas são conduzidas por figuras bastante conhecidas do público americano, como jornalistas, âncoras da TV e da internet. Jon Stewart, Leslie Stahl e a própria Tina Brown foram alguns dos moderadores dessa edição.

  

O formato é outro ponto alto do evento, que mistura entrevistas, vídeos curtos - extremamente bem editados - e painéis, todos com não mais que 20 minutos, em transições perfeitas e muito bem ensaiadas, o que resulta em uma programação leve e bastante dinâmica. É quase como se estivéssemos assistindo um programa de TV ao vivo. Ao vivo.

 

 

 

 

Merece destaque também a cenografia, que segue uma característica de muitos eventos realizados nos Estados Unidos: simplicidade com elegância. É claro que o local - o David H. Koch Theater no Lincoln Center - ajuda muito, mas o evento adota uma cenografia limpa, funcional e ao mesmo tempo tecnológica, que privilegia os conteúdos. Isso inclui uma tela gigantesca, onde são projetados os diversos vídeos e vinhetas de transição. A iluminação tem um papel fundamental dando o tom de cada momento.

 

Por fim, não há como não mencionar a produção perfeita, sem qualquer falha perceptível (até para um sujeito chato como eu, atento a detalhes e que conhece bem sobre o assunto). Desde a organização das filas, credenciamento, distribuição dos assentos, passando por alimentos e bebidas, as ativações dos patrocinadores, até a dinâmica do auditório, o Women in the World Summit é um daqueles eventos em que os convidados vão embora felizes, já perguntando sobre a próxima edição.

 

Muito desse sucesso pode ser atribuído à produtora executiva Kyle Gibson, especialmente essa dinâmica de TV ao vivo (durante muitos anos ela produziu importantes programas da TV americana). Quando produzimos o Women in the World Summit no Brasil, em 2012, pudemos aprender muito com seu olhar e direção artística.

 

É evidente que já temos no Brasil eventos de altíssimo nível, com os melhores recursos tecnológicos e excelentes profissionais. Mas acredito que é sempre bom aprendermos com as boas experiências. E o Women in the World Summit, com certeza, tem me ensinado muito."

 

Alexandre Mutran

 

 

 

 

 





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